A Nintendo e outras 53 produtoras de games para Nintendo DS entraram com uma ação na corte de Tóquio contra cinco importadoras de dispositivos que permitem rodar cópias ilegais de games no Nintendo DS.
Os dispositivos, fabricados principalmente na China, como o R4 Revolution for DS, permitem rodar cópias ilegais baixados da internet. As reclamantes querem proibir a importação e a comercialização de tais acessórios.
"A companhia e outras produtoras de jogos sofreram grandes prejuízos e não podemos permitir [a comercialização dos produtos]", justificou a Nintendo na ação, que tem como base a lei de prevenção a competição desleal. "Analisamos que a existência desses produtos no mercado impede o desenvolvimento sadio da indústria".
Entre as autoras da ação está também grandes produtoras, como a Capcom, Square Enix, Sega, Bandai Namco e Tecmo.
No final do ano passado, a Nintendo afirmou "estar de olho" nos dispositivos, que eram vendidos livremente em locais como Akihabara, o famoso bairro dos eletrônicos. Em fins de março deste ano, a companhia passou a notificar lojistas do bairro, e muitos deles passaram a não lidar mais com os produtos.
Na terra da rainha
Em nota relacionada, a ELPSA, organização que reúne as produtoras de games no Reino Unido, está iniciando uma cruzada contra esses acessórios ilegais. "O fornecimento desses itens são uma infração à Lei de Copyright, Design e Patentes de 1988 e à Lei de Marcas Comerciais de 1994. A Unidade de Crime contra a Propriedade Intelectual da ELPSA trabalha junto com as forças da lei para impedir esse fornecimento e prevenir o roubo de propriedades intelectuais", disse John Hiller, gerente da Unidade de Crime contra a Propriedade Intelectual da ELPSA.